domingo, 25 de março de 2012

Uma carta do tal de Romeu

Primeiramente, muito — e muito — obrigado por estar lendo este blog. A verdade é que foi tanto tempo para dar o primeiro passo que, quando este foi dado, foi mais rápido que uma corrida de lepardos: um dia para criar e, quando me vi, estava pensando em algo para escrever no "Desconstruindo Romeu" de frente para um pedaço de papel, a lapiseira na mão e a mente engrenando os pensamentos velozmente. Com tantos assuntos eu podia começar... um post defendendo o feminismo, por exemplo (movimento o qual sou perdidamente apaixonado); uma crítica mordaz contra o machismo, um texto poético, uma composição minha, uma passagem interessante de algum autor o qual admiro, um argumentativo sobre a inúdstria da música atual, um apanhado geral sobre o preconceito, apontar causas e consequências de problemas atuais, antigos, que ainda virão, que talvez nunca acontecerão...
Porém, não. Não no primeiro post.
Nada mais democrático, então, que escolher um assunto interessante e que talvez esteja deixando a mente dos visitantes desse blog pensativa: "por que Desconstruindo Romeu?", "Por que esse o nome do blog?". Bem, vou lhes explicar tin tin por tin tin; não é chato, prometo. Até que é interessante, se querem saber.
Tudo começa quando, desesperadamente, vejo uma passagem no meio da rua: um homem andando do lado de uma mulher, ambos numa bicicleta própria. Uma visão normal, comum, que se torna absurda quando, sem explicações, ele para a bicicleta e mete uma bofetada na face da mulher. Logo percebo, então, que eles são um casal, e que brigam por algum motivo que não fora identificado antes que as pessoas separassem os dois: uma conta de luz. A esposa do sujeito havia esquecido de pagar a conta de luz e, por isso, ele se achou no direito de parar e agredi-la. 
Após ver aquilo, eu me decidi a fazer o blog. Eu precisava fazer um blog: ver aquele tipo de coisa e me manter calado? Ver aquele tipo de coisa e não me permitir expôr o que penso onde várias pessoas podem ler e opinar sobre? E, somando-se a isso, outras e muitas outras mazelas da sociedade as quais eu sempre tive vontade de criticar publicamente — e, também, outros projetos paralelos que tenho e que, é claro, seria de bom grado receber críticas após colocá-los em exposição.
Chegando em casa, então, corri para o computador e me vi no dilema: "como diabos se faz um blog"? Me senti um anômalo social, essa é a verdade — afinal: eu também não tenho (bem, preparem-se) facebook. Acho que, sinceramente, sou a única pessoa no mundo que não tem um facebook. Desesperado, então, pedi ajuda a minha amiga Danni (aliás, uma pequena pausa aqui para agradecer a você Danni, amiga de discussões, companheira de mergulho em assuntos históricos e de argumentos sobre os mais diversos assuntos) e ela ajudou-me com o projeto. Nos deparamos, então, com a primeira pergunta: Qual será o nome do blog?
Citei algumas idéias e eu, finalmente, mostrei uma que agradava a nós dois: um nome inspirado na música "Desconstruindo Amélia" de Priscilla Novaes Leone (Pitty), música mais inspiradora e feminista da brilhante cantora. Entretanto, usar "Amélia" daria a sensação de que era uma mulher escrevendo no blog, e eu queria deixar claro que a pessoa em prol do feminismo, contra o machismo e mazelas da sociedade seria um homem. Começamos a pensar, então, num nome que fizesse uma mesma alusão ao nome "Amélia" (nome que tornou-se adjetivo de mulheres antiquadas e submissas), porém masculino (este já fazendo alusão a um homem "ideal" nos moldes machistas). E foi então que — BINGO! —, vasculhando desesperadamente a minha montanha de livros para achar algum nome interessante, me deparo com um que, com certeza, não seria mais perfeito: "Romeu".
E foi desta forma que o nome "Desconstruindo Romeu" nasceu. A união de uma obra-prima da cantora baiana Pitty com outra obra-prima literária; a ideia de "Desconstruir Romeu" é, para ser direto, decodificar os pensamentos de um homem (eu) sobre os muitos poros da sociedade. Desmistificar a idéia de que todos os homens são machistas, por exemplo — sou homem, e sou um ferrenho feminista. Falar do meu ponto de vista (do meu ponto de vista, que fique claro, não falar por todos os homens) sobre os mais diversos assuntos, sejam eles quais forem; colocar, apontar, criticar, discorrer e analisar diversas realidades que acho erradas e, também, descontrair — descontrair quando falar sobre outros assuntos menos pesados, até porque não quero que este blog vire uma página policial. O blog "Desconstruindo Romeu" será sobre assuntos diversos; de tudo um pouco, de pouco um muito.
Portanto, aqui se encerra este post. Obrigado aos que leram (deixar um comentário seria de muito bom tom, sabem) e, se quiserem sempre criticar, conversar sobre algum post feito aqui, dar sugestões, enfatizar pontos e outras coisas construtivas, mandem um e-mail para desconstruindoromeu@hotmail.com. Será de muito bom grado ver o que acham sobre o que eu escrevo, suas críticas e sugestões.
Obrigado e aproveitem!

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